segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Gaveta 31 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas.





Maya levantou um de seus véus
Uma cegueira se dissipou
É desolador

Finda-se a jornada através da Neblina
Resta saber se, algo restou
É o que me pergunto.



Jacqueline Durans

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Gaveta 30 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas.



Depois de um job estafante, tive a triste surpresa de descobrir que haviam "batido" minha carteira de dentro da minha mochila. 

E não acho que este tipo de coisa só acontece no Rio, infelizmente crimes acontecem em toda parte.

O mais incrível é que, eu senti que algo estava errado, olhei para trás vi um homem, possivelmente aquele que me roubou, mas sei lá, talvez pelo cansaço físico, emocional, não me liguei na situação e voltei a esperar o transporte. SEGUNDOS depois quando olhei para trás, o tal homem havia desaparecido. Me entristeci muito, bateu um desanimo, cansaço mesmo diante de tantas...enfim.

Sabem o que mais me impressionou,  eram umas 18h e alguma coisa, o ponto do ônibus estava cheio de pessoas e ninguém fez um gesto ou disse uma palavra...

Bem voltando, percebi o zíper da mochila aberto, e que a minha carteira de couro de jacaré falso, havia sumido. O dinheiro é importante, sim, mas mais ainda as fotos do Mike - meu filho - expostas de modo cronológico no lugar o talão de cheques; os tantos santinhos guardados a tanto tempo, ganhos de amigos queridos que trouxeram de suas viagens me desejando sorte; a planta baixa do meu futuro apartamento esboçado numa folha de caderno guardada em segredo, e a sete chaves; a nota de um dolar que o Du me deu numa virada de ano para dar sorte e ter prosperidade; o meu cartão do cine Santa Teresa; e outros cartões de cliente preferencial numa sorveteria bacana, numa outra loja, na livraria nobel...; os tantos cartões de fornecedores interessantes e o meu CPF.

Como dizem, foram se os anéis mas ficaram os dedos.

Eu, ainda guardo a esperança de que alguém tenha encontrado a minha carteira preta de couro de jacaré falso, e ainda consiga me devolver, afinal o valor e importância destes objetos só existem para mim.

Também não posso esquecer que quando estamos num ano 9, podemos ter e receber bençãos maravilhosas e únicas, mas aquilo que tiver que ir embora ira, a gente querendo ou não.

Felizmente temos amigos, uma história, projetos, amor, filho, família...logo depois fiquei sabendo de algo bacana que aconteceu para uma amiga, soube de outros que estava tudo bem, recebi carinho de amigos próximos e distantes, e toda aquela carga foi se diluindo, voltei a respirar.

E, esta semana - o roubo aconteceu sexta feira passada - recebi boas noticias do meu amado filho, que tem enfrentado sua jornada e tirado pedras do seu alforge, descobrindo que tudo pode ser mais leve e amoroso. Melhor ainda, ele me falou de um projeto muito especial, que em breve compartilharei com todos, com o mundo! rs

É, surpresas boas também acontecem...






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CADERNOS DA MEMÓRIA - FAMÍLIAS DE LIMEIRA



A partir de hoje, com a permissão do meu editor, Sr. Paulo Masuti Levy (que segundo nosso amigo em comum, Edu de Paula bem o denomina como o "Senhor Guardião do Tempo"), passo a transcrever aqui em meu blog, as matérias que realizei para a revista Cadernos da Memória, da Associação Pró Memória de Limeira (SP).


O primeiro volume do Cadernos da Memória foi distribuído discretamente em 2008, nesta edição participei com a entrevista do querido artista plástico e luthier, Stival Forti e co/escrevi a matéria "O centurião e Jesus", com o querido Emiliano Bernardo Silva. Já o segundo Cadernos da  Memória teve seu lançamento celebrado no hall do teatro Vitória em Limeira, em abril de 2011, com a presença de convidados, parceiros, autoridades e especialmente entrevistados e familiares entrevistadas.     



São dezoito entrevistas publicadas, através das quais ampliei meu olhar sobre a vida, sobre estas pessoas, seus bons combates e ainda conheci um pouco mais da história deste Brasil, com sua cultura tão plural:


Família Badih Bechara
Família Daisy Santiago Ramello
Família Eudóxia S. Castro Quitério 
Família Emiliano Bernado Silva 
Família Francisco Alves de Lima 
Família Geraldo Furlan
Família Gino Contin
Família Helena Maria Roland
Família Henrique Malavazi
Família Herculano Jacon
Família João Batista Borelli
Família Maria Aparecida Alves dos Santos
Família Maria de Carli
Família Manoel Buzolin
Família Odécio Cavinatto
Família Paulo Cesar Cavazin
Família Pedro Paulo Granço
Família Silvia Gazeta


Este trabalho foi uma oportunidade unica e rica em minha vida, e pelo qual sou extremamente grata, durante esta jornada que só acrescentou experiências e conhecimentos, além do respeito e carinhos colhidos em fins de tarde, ao sabor de um bom café em suas casas, no período entre julho de 2008 a julho de 2009.




Gratidão a todos!
Dez2011


* Interessados em adquirir exemplares dos Cadernos da Memória, podem encontra-los na banca 4º Centenário, na Praça Toledo Barros em Limeira, SP. 



domingo, 4 de dezembro de 2011

Gaveta 25 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas!



Quando abrir uma porta,

é importante que ao sair
o faça de modo grato, e 
se decidir fecha-la 
faça uso da 
delicadeza!


Jacqueline Durans



sábado, 3 de dezembro de 2011

Gaveta 24 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas!

Naqueles dias eu não sabia, eu não entendia...
















Que bastava de concessões feitas em nome da felicidade.
Que não estava lá, nem acola...nem em Bangladesh.
Sempre esteve aqui, além desta pele que me acolhe.


Instalação Corte a Flor da minha Pele de Jacqueline Durans.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Gaveta 23 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas

Sempre haverá Paris...
Para Henry Miller ela era cinza dos "cinzas indispensáveis à criação de uma existência plena e harmoniosa”.
E Hemingway acreditava que: -  “sempre vale a pena, porque o sujeito aí sempre recebe algo em troca do que dá”.


toby-vandenack

clay-davidson


clay-davidson

clay-davidson


robert-doisneau-paris-1950
antoine-carrara

E porque "Paris é uma festa", como dizia Hemingway! 


fonte imagens: All Posters

Gaveta 22 - Alma encantada com o bater de asas das borboletas amarelas



Só podemos ver aquilo que nos deixam ver. 
Mas. sempre podemos enxergar aquilo que sentimos.



Jacqueline Durans